Que livro é esse que nos faz ...?
Confesso que não conhecia o António Lobo Antunes e o nosso primeiro contacto foi
simplesmente mágico, do tipo amor à primeira vista. Na verdade fui fisgada pelo
fascinante título do livro "Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?".
Estava na livraria , escolhendo o que comprar e quando me deparei com ele, não
hesitei, já sabia que tinha achado algo especial. Com um título tão poético e
sugestivo, que nos leva a interagir de imediato, porque faz uma pergunta, não há
como resistir: todos vamos querer saber qual a resposta para essa pergunta ou,
pelo menos, que caminhos nos levam a ela.
É um livro apaixonante em que a trajectória de uma família é narrada pelas diferentes vozes de seus integrantes (vivos ou falecidos). Essas vozes se alternam, se misturam, se enroscam na narrativa, disputando espaço e combatendo durante todo o texto como o fizeram ao longo de suas vidas. A mãe em seu leito de morte, uma filha drogada, outra, a infeliz sobrevivente de dois casamentos desfeitos, um filho homossexual discriminado, o outro egocêntrico e ganancioso, o pai, (já falecido) frequentador assíduo de mesas de jogos e mulheres e a filha falecida na juventude. Além deles, membros oficiais da família, também narram a história a empregada (que também pertence à família) e um filho bastardo.
Não é um livro fácil. É preciso calma pois se trata de um texto para ser saboreado, até porque é dessa forma que avançamos na leitura: lenta e prazerosamente. A ausência de marcadores que definam de imediato de quem é aquela voz, nos obriga a constantes retornos a páginas anteriores.
Ressalto ainda outro aspecto super interessante da narrativa, a sua metalinguagem, as constantes referências ao ato de escrever, às palavras a serem utilizadas pelo personagem e principalmente ao autor, que várias vezes é citado nominalmente.
É um livro imperdível, daqueles que retomaremos várias vezes ao longo de nossas vidas.
É um livro apaixonante em que a trajectória de uma família é narrada pelas diferentes vozes de seus integrantes (vivos ou falecidos). Essas vozes se alternam, se misturam, se enroscam na narrativa, disputando espaço e combatendo durante todo o texto como o fizeram ao longo de suas vidas. A mãe em seu leito de morte, uma filha drogada, outra, a infeliz sobrevivente de dois casamentos desfeitos, um filho homossexual discriminado, o outro egocêntrico e ganancioso, o pai, (já falecido) frequentador assíduo de mesas de jogos e mulheres e a filha falecida na juventude. Além deles, membros oficiais da família, também narram a história a empregada (que também pertence à família) e um filho bastardo.
Não é um livro fácil. É preciso calma pois se trata de um texto para ser saboreado, até porque é dessa forma que avançamos na leitura: lenta e prazerosamente. A ausência de marcadores que definam de imediato de quem é aquela voz, nos obriga a constantes retornos a páginas anteriores.
Ressalto ainda outro aspecto super interessante da narrativa, a sua metalinguagem, as constantes referências ao ato de escrever, às palavras a serem utilizadas pelo personagem e principalmente ao autor, que várias vezes é citado nominalmente.
É um livro imperdível, daqueles que retomaremos várias vezes ao longo de nossas vidas.
por Dilma Barrozo
fonte:
skoob
27.01.2010

0 comentários:
Enviar um comentário